dezembro 26, 2011

Carta



Querido sonho,
E mesmo após tantos tombos, escorregadas e até empurrões ainda levanto, ainda consigo te olhar nos olhos e sorrir. Não porque um sorriso desarma qualquer contratempo, qualquer mau caráter, mas porque ainda não consigo deixar de sentir a vida passar com mais força, não consigo deixar de sentir sabores novos ou de ver mais cores.Seja lá o que sentir por mim já não me importo mais, não negarei o que sinto.
E para mim após desavenças comigo mesma, após tentativas sofridas de te esquecer, levanto a cabeça ampliando a minha visão, abrindo meu peito mal cicatrizado pelo tempo, pelas lições que vieram e que finalmente aprendi, a aceitar o que tenho e o que me tem. E hoje não sei se você gostará ou não mas saiba que me tem, e que no meu mundo fechado você é o centro dos meus pensamentos e de meus sonhos.
Quando acordo meu coração acelera não sei dizer o porque mas olho para fora e sinto o dia que nasceu e com ele vem a esperança, jã não me importo se ela é falsa ou verdadeira, porque o que sinto por você não é falso é o mais verdadeiro que senti, não sei o quanto irá durar mas como Vinícius de Moraes já dizia "Que seja eterno enquanto dure".
E é com essa frase que me despeço de você e dos meus sentimentos e espero que um dia eu e você passemos a ser um só.

G.C.Pezzatto

dezembro 17, 2011

Conto de fada



Não sei o que virá,
Depois de tanto tempo.
Aprendendo a lidar,
Com o sofrimento.

Enfim posso respirar,
Imaginar o que acontecerá.
Mas sem você,
Vejo meu mundo acabar.

Não sei lidar ainda,
Com sua constante falta.
Talvez seja isso que me falte,
Percorrer um novo rumo.

Sem você será difícil,
Mas não impossível.
Seria calma que me falta,
A tranquilidade do mar.

Perderia uma parte do mundo,
A mais bela se possível.
A que me dá o gosto,
De conto de fada.

G.C.Pezzatto 14-12-11

dezembro 04, 2011

E nada pode responder



E nesse meio termo desatento me pergunto se pertenço, a esse lugar a tudo que esta a minha volta. Por que as vezes sonhos nos machucam tanto quanto pesadelos, e ilusões nos curam tanto quanto um abraço. 
Penso que o contraditório pode ser a resposta para nossos problemas.
E divagando vou me deixando levar, porque as vezes a vida parece que estaciona...  



Ele sente a fé,
Mas não atende o chamado.
Se põe de pé,
Mas continua calado.

Porque um dia tudo a de voltar,
Para uma alma sem compreensão.
Ele precisa esperar,
E a esperança exercer  com precisão.

Em sua mente dolorida,
Tudo se torna escuro.
Uma lembrança querida,
De um futuro obscuro.

Mas a luz divina de amor,
Toca a todos no tempo certo.
Desacomodando a dor,
E trazendo fé para perto.

G.C.Pezzatto - 30/11/11

novembro 28, 2011

Rotina



Tudo parece irreal quando se esta meio acordado e meio dormindo. Você escolhe em qual mundo quer estar, na imaginação ou na realidade. Olhos fixos na tela de um computador esperando que o sistema passe, apenas fixos porque na verdade estão voltados para dentro onde ninguém pode entrar e você pensar em todas as situações que te aconteceram e monta uma realidade paralela  onde deveria falar aquilo ou agir de tal maneira.
E de repente seus olhos caem para sua mão e repara no quanto estranha ela é e como seu esmalte vermelho esta descascado sendo que você passou no sabádo. E hoje ainda é segunda-feira.
Se as horas passassem como passa meu pensamento o ano já teria acabado e o próximo também.
A rotina enfadonha me entristece e me estressa, porque vejo as pessoas ao meu redor como robôs programados para fazer aquilo todos santo dia e para puxar tapetes alheios, desnecessarios.
E estamos prestes a fazer essa rotina para o resto da vida, trabalhar onde não queremos e se queremos deixamos de gostar depois de um tempo. Muitas vezes para comprar objetos não tão utéis, só por que um outro tem você quase faz questão de ter um igual ou melhor do que aquele.
Estou só divagando, entre quatro paredes ouvindo os mesmos sons que nem música se quer são. A minha mente não tem limites e se tem desconheço todos. Não me preocupo se me veem como sonsa e lenta, mal sabem que quando começam a pensar já completei o raciocinio a muito tempo.
As vezes não somos nada daquilo que veem, as vezes não somos nada daquilo que vemos e as vezes não somos nada daquilo que pensamos ser.

G.C.Pezzatto

novembro 23, 2011

Santo



E lembrar do argumento,
Que travou na garganta.
Na hora do tormento,
Todo santo se espanta.

Com o silêncio quebrado,
De um coração a espumar,
Pensamento estraçalhado,
Boca seca sem salivar.

Todo santo se espanta,
Com um anjo a voar.
Entre as nuvens canta,
Canções da Terra a modificar.

E aqui vejo tudo,
Me perdendo na solidão.
Aprendendo a ser mudo,
A ignorar a multidão.

Todo santo se espanta,
Com tamanha falta de consideração.
Poucas palavras encanta,
A falta de amor no coração.

G.C.Pezzatto - 22/11/11



novembro 15, 2011

Amando as flores



As flores fecham o caminho,
E ao barulho do vento a se despetalar.
Tão lindas e tão fracas,
Não sei a onde pisar.

As vezes até elas me machucam.
Com uma mente tão aberta,
E um coração quebradiço.

Amando as flores,
Cegamente a sonhar.
Não ligo de cair,
E não acordar.

G.C.Pezzatto - 17/08/11 

novembro 10, 2011

Quem topa?





Sabe qual é o meu sonho?
Meio infantil talvez...Sinto vergonha de admitir mais é o mais puro desejo.
Gostaria que um dia alguém escolhesse uma poesia minha e a transformasse em uma canção.
Nem que seja tocada só no violão, só para ver o que sai e o que fica.
Infelizmente não sou capaz de fazer isso sozinha. Já tentei mas não consegui aprender a tocar violão, já tinha montado uma letra, devem conhecer "Simplesmente Não Entendo". Mas se alguém tocar eu ajudo a cantar (como backing vocal claro!)

Poesia & Música

novembro 01, 2011

Trova da Amizade





Para minha querida amiga, foi só uma coisinha escrita rapidamente, sempre achei que deveria te dedicar uma poesia.


Afinidade é a questão,
Sentimento fraterno.
A minha leve afeição,
Para um laço eterno.

Adriana carinhosa,
Vem com toda diversão.
Vem sempre caprichosa,
Minha amiga do coração.

G.C.Pezzatto - 31/10/11

outubro 30, 2011

Doces diferenças




Às vezes é difícil aceitar a vida como ela é. Mais difícil ainda aceitar as situações que chegam para você ou as que você cria com passos não bem planejados, passos apressados, apertados, desequilibrados.
Mas o que importa é quando você aprende que vai ter uma solução, uma razão inigualável, e você irá aceitá-la porque já esta maduro o suficiente para lidar com a vida na sua mais bruta realidade.
E às vezes uma vontade de gritar pedindo que tudo pare que você possa controlar a situação. Que você possa mandar e desmandar. Mas não irá acontecer, porque é nesses momentos que testamos as nossas fraquezas e as vezes vemos que delas é que nascem as nossas grandes e impressionantes forças.
Tratando de amor parece que nada disso é válido, mesmo falando no amor em sua menor forma. Parece que é um sentimento que consegue nos construir e destruir ao mesmo tempo parece que quando se trata de um coração partido tudo fica mais frágil, os dias, as horas, as pessoas, os momentos. Parece que nada mais é forte e que será assim sempre. Tudo muito fraco.
Porque nada dura para sempre.
Talvez você pense que não é nada disso e discorde de mim, aí sim estamos falando de amor. Ele é tão contraditório. Que as vezes sua forma menos pura parece assim nas diferenças, tanto faz se forem fortes ou fracas.
E quer saber de mais uma coisa?
Eu sofro e todo mundo sofre calado ou não. E sim, é raro ser reciproco e talvez nunca mais seja... Mas e daí? Não é o amor dos outros que irá fazer com que eu me fortaleça com que aprenda a lidar com tudo, tem apenas uma pequena parcela nisso tudo. É o fato de aprendermos a nos amar e nunca querer ser igual aos outros porque ninguém é igual a ninguém, é aprendemos a cuidar melhor de nós e só fazer para os outros o que queremos que façam para nós. É saber conviver apesar das doces diferenças.


G.C.Pezzatto 

outubro 14, 2011

Má conduta



Não sou malvada,
Só não estou bem.
Minha má conduta é justificada,
Pela situação que se tem.

As más línguas não tem razão,
Assim como eu.
Se prepare para a decepção,
Porque o problema também é teu.

Se acha que é fácil não chorar,
E te ver partir.
Tudo abandonar,
Demorou para você ir.

Só não passe na minha rua,
Se achando o injustiçado.
Não caio na sua,
Seu...Enfim...Desgraçado!

G.C.Pezzatto - 05/10/11



OBS: Esse poema não é para ninguém tá, não estou revoltada nem nada. é sobre o fato de você ficar mal em relação a uma pessoa e essa começar a bancar a vítima para todo mundo. É sobre você se sentir tão mal e começar a ser um pouco casca grossa com as pessoas mas não é porque você se transformou nisso mas por ser a sua forma de expressar um pouco do mau-estar que sente.


outubro 12, 2011

A minha infância




Dia das crianças!
Nada tão doce, cheio de risos, pulos, canções e brinquedos.
Nada tão importante quanto uma infância verdadeira, sem sofrimentos, precocidade, abusos e afins. Nada mais merecido para eles que tem muito pela frente.
A minha infância foi tão doce, quanto uma maçã do amor, um algodão doce, carambola, jabuticaba, manga, pera, bala, chiclete, chocolate, confete, Coca-Cola, beijinho, brigadeiro e tantos outros doces que prefiro não lembrar! O dia já é nostálgico o suficiente.
Na minha infância, era uma garotinha minúscula, peculiar diria. Na época em que não sabia ler, já andava com livros de baixo dos braços, para cima e para baixo o tempo todo. Adorava o cheiro, ainda gosto. Livros velhos, livros novos. 
 Interessava-me mais pelas bruxas do que pelas princesas, porque as bruxas demonstravam mais conhecimento do que as outras, tudo bem que era para o mal, mas pode reparar tudo que elas vão fazer consultam livro antes, fora que eram mais interessantes as casas das bruxas do que os castelos das princesas eram cheio de livros, pergaminhos, penas e tudo mais. É claro que gostava das princesas também, porque diferente das bruxas eram bondosas.  O desenho que mais gostava era sem sombra de duvidas O Estranho Mundo de Jack, me ensinou que só  porque tem uma aparência considerada assustadora ou feia, não quer dizer que seja ruim. O Jack, por exemplo, tentou fazer o natal do único jeito que conhecia sendo mal e assustador, porque ele achava que essa era a maneira correta pelo simples fato de não conhecer o que é bom. Bem... Se não entenderam eu explico de novo...Ele tentou fazer o bem do único jeito que conhecia, sendo mal. Gostava desse desenho também porque o tema era Halloween, bruxas e tal....

A minha infância foi incrível. Foi quando descobri a minha paixão mais ardente, a literatura, o desejo de escrever. Com sete anos de idade descobri uma história de um tal bruxo que ia para uma escola extraordinária de bruxaria, me consumiu, me inseri mais ainda em um mundo onde por natureza vivia, a imaginação, e essa tal R.K. Rowling me apresentou o que mais tarde viria a ser a minha marca registrada, a escrita, a vontade de criar histórias. E hoje se me perguntarem direi com muito orgulho que foi por causa de Harry Potter que sou quem sou. 

Harry Potter me influenciou tanto na infância que escrevi uma história lá para os sete anos ou oito anos de idade, não me lembro bem. Era sobre um garoto chamado Christopher (por causa do menino do ursinho Pooh) que foi passar o verão na casa de seus avós, o menino não os conhecia muito bem, em um dia que eles saíram para fazer compra, Christopher resolveu se aventurar pela casa e foi até o porão e lá descobre um pote de jujubas azuis e. Tchan, tchan, tchan,tchaaaan!...Eram mágicas!
Sim jujubas mágicas.
Pois bem, era essa a pequena aventura que escrevi, fiz em folhas sulfites para podes ilustrar também. Fiquei tão orgulhosa do meu pequeno livro que o levava para cima e para baixo, e por causa de uma dessas, eu perdi o meu tão estimado livro. Mas ainda me lembro da história com muito carinho e tenho certeza que nunca irei esquecê-la.











Feliz dia das crianças para vocês.
Nunca deixem de cuidar da sua criança interior, por que a partir do momento em que deixa-la, aí sim você se tornará velho.  Não existe idade para se tornar velho como não existe idade para deixar de ser criança. 
Eu e meus irmãos :D

G.C.Pezzatto

outubro 04, 2011

A vida que segue



Sem saber,
O que a vida reserva.
Não dá para perceber,
O que se preserva.

O dia que se segue,
Meus pés me guiando.
O que se consegue,
Velhos passos renovando.

Aguardando respostas,
Com sorte ou azar.
Arriscando em um jogo de apostas,
Com os dedos cruzados para ganhar.

E as coisas ficam fora do seu lugar,
Algumas te abandonam.
E o que precisa para modificar,
São as que te impulsionam.

E sem querer,
Novas trilhas se constroem.
Te empurrando para percorrer,
Os velhos passos se destroem.

G.C.Pezzatto - 04/10/11

setembro 30, 2011

Que venha outubro




Que outubro mude os ventos,
Correntes de ar mudem os meus dias,
Bagunçando mais e mais,
Quem sabe assim as respostas não chegam melhor.

Que outubro venha gelado,
Em brisas suaves,
Que passando pelo meu rosto,
Acaricie a minha pele.
Vou respirar bem fundo...

Que outubro traga perfumes,
De bom gosto de bons donos.

Que outubro venha,
E faça o que setembro não fez.
Mude, bagunce, organize...
Faça o que quiser,
Mas mexa em minha vida,
Faça-me tropeçar de novo e me levante.

Seja um bom mês,
Venha como um furacão,
Ou como uma brisa suave.
E não passe despercebido.

G.C.Pezzatto – 28/09/11

setembro 28, 2011

Aqui não!




Disse aquele rapaz para não vir me procurar, não me venha infernizar. Que vá para a esquina encontrar o que quer porque aqui não tem. Aqui só tem moça bem comportada, moça que não troca corpo por dinheiro não, aqui dinheiro não é questão!
Rapazes que não são tão honestos batendo no portão, procurando outros quinhentos achando que aqui é o lugar, aqui não! Quem sabe quer a casa da frente, que até santo desconfia. Mas aqui não, é só rapaz de puro coração!
Rapazes sem maturidade, se comportando como se fossem vítimas do destino, mas que destino é esse que lhe deu boa casa, boa família e boa saúde? Aqui não tem falta de responsabilidades não! Aqui não tem ninguém com medo de ser o que se é não tenho medo do espelho.
É caráter de pessoas que se corroem com o tempo, têm menininhas se achando o mulherão, tem homens que só querem diversão. Quem é que está errado não é a questão. É a mesma coisa daquela pergunta “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”.
No fim só há desencontros, pessoas boas batendo nas portas erradas e gente ruim vindo procurar uma alma vazia para atazanar.  Mas um dia pessoas boas irão se encontrar, é que chega uma hora que até o destino cansa de nos cansar. Então a gente encontra outra pessoa boa, e quem é ruim encontra tantas outras pessoas ruins e aí um começa a infernizar a vida do outro, porque é assim gente infeliz só se torna feliz quebrando o sorriso alheio.
E os bons vivem um paraíso possível, rodeados de pessoas boas que só irão sofrer daqueles pequenos problemas cotidianos que são resolvidos com paciência, maturidade  e honestidade. Sabe coisas de gente boa...
Continuo dizendo aqui não mora qualquer um não, aqui é bom coração. Se quiser prazer e diversão, bata na porta da frente, quem sabe é lá que encontrará satisfação. Aqui só tem gente boa e bem resolvida. Aqui não tem maldade não!

G.C.Pezzatto – 28/09/11

setembro 24, 2011

Mar interno



Depois que o tormento passa,
Vem uma calma.
Que em meu peito parece uma maresia.
Não é um alívio,
É um suspiro que diz:
"Por hoje, foi só isso".

Mas de repente a tempestade volta,
E as vezes destrói,
Algo que nos esforçamos para ter.

A tempestade pode ser tão forte,
Que acaba nos afogando.
E como é que iremos pedir ajuda?
Mandar um sinal para que venham nos resgatar?

Não digo que estamos eternamente sozinhos,
Mas é que nem todos conseguem nos ver afogando.

G.C.Pezzatto - 19/12/10

setembro 22, 2011

Respostas



Vida  que segue caminhos tortuosos,
Escuros e úmidos.
Vida que segue silêncio.

Vida que entrar por um túnel,
E depois de tanto andar,
Perder a esperança,
Esperar e ganhar.

Aparece...

Ali, bem no fundo a saída.
A luz que tinha se ausentado,
A escuridão a admira,
Por simplesmente não conseguir possuí-la.

G.C.Pezzatto - 20/09/11

"Resposta que o munda aguarda calada, travada,
Em um peito rasgado.
Ferido de tantos cortes,
Feitos pela vida,
Pelas pessoas...
Que esperam da vida uma resposta,
E mal sabem que quem tem a resposta,
É aquele que eles feriram."  - 22/09/11

setembro 20, 2011

Sempre a pequena chance



Acorde para mim,
Acorde para a vida.
Se ainda há um "sim",
Então venha me encontrar na saída.

Os sonhos não podem mais me ter,
Então deixe meus pensamentos.
Vou fazer o possível para esquecer,
Os nossos estranhos momentos.

Se há uma esperança perdida,
Acenda uma luz para guiá-la.
Cuidarei da sua ferida,
Amarei até curá-la.

G.C.Pezzatto - 19/09/11

setembro 19, 2011

É tão normal




"O que são palavras sem sentidos para uns, podem fazer um grande sentido para outros. Ninguém sabe verdadeiramente o que o outro anda sentindo"

Desesperança, esperança. Renovação de fé, amor, espírito. Honestamente, já fiz e refiz tantas vezes, que não deram tempo de serem gastos.
Vai ver a vida é assim mesmo não é? Se reinvente todas as vezes que forem possíveis. E que se dane o que dirão! É uma pena, aquelas pessoas que não sentem vontade de rever seus conceitos e em uma humildade tão bela olhar para trás e dizer “É, eu estava errado”.
Pode ser um modo de amenizar aquela dor infernal que não te deixa em paz nem na hora em que vai dormir e nem na hora em que levanta. Quem sabe o ato de admitir não te alivie a carga.
Eu sinto medo às vezes de ter pensamentos muito positivos e acabar tudo o que pensei em gélidos segundo de ilusão, mas tudo bem, tudo vai dar certo. Porque desisti de ter medo, de me machucar, se for para me arriscar, saltar do mais alto penhasco ou atravessar o mar, eu vou, me prendo em uma corda quando for saltar se ela irá me aguentar não sei, mas vou assim mesmo, se for para atravessar o mar levo uma boia se vai dar certo não sei, mas decididamente eu vou.
O que seria da vida sem esses pequenos momentos de aventura, e ás vezes de erros também, muitas vezes só conseguimos aprender através dos nossos erros.  Se arriscar é normal, se dá medo? Muito medo!
Você tem sua vida que só cabe a você saber o que fazer, eu tenho a minha e aprendi a ignorar o que falam de mim. Sei que conselho não se vende e nem se dá, porém acho que isso tudo é necessário dizer, no mundo de hoje as pessoas estão levando muito a sério a opinião alheia, não decidem por si mesmo, precisam da ajuda de uma bancada de gente que não consegue cuidar só da própria vida, tem que cuidar das dos outros também.  Esqueça esse povo todo, só irão lhe deixar mais confuso.
Na nossa insegurança, dúvidas e incertezas o que conta é só a opinião de um amigo, mas amigo de verdade. Aqueles que são raros de se achar, e não de uma bancada.
Olhe a sua volta, todo mundo erra, tem gente que erra mais e outros menos, mas isso não significa que um é mais perfeito do que o outro. Ninguém é perfeito, e continuo lhe dizendo errar é normal, faz a alma ficar mais humilde depois de um tempo, faz com que enxergamos com talvez um pouco mais de doçura esse mundo tão desumano, desigual.

G.C.Pezzatto - 19/09/11

setembro 16, 2011

Desilusão Amorosa




Então contei a ela toda a historia de Romeu e Julieta, de Branca de Neve ou um outro conto qualquer.
Ela me olhava hipnotizada, sua boca aberta. Não acreditou na primeira vez, questionou na segunda, e só aceitou na terceira porque meu rosto estava ficando vermelho e lágrimas se formavam em meus olhos.
Quem conta um conto, sempre deixa algum detalhe escapar, e exagera em outro, só para que a história se torne mais dramática. E para que te olhem hipnotizados e de queixo caído.
Fez-se um breve silêncio onde só o meu nariz fazia barulho. Nem Carolina conseguia me dizer, ela me conhecia desde pequena, me carregava no colo e trocava a minha fralda. Olhava-me assustada mas sem surpresa, sabia que uma hora a minha ficha iria cair.
Olhou para mim piscando várias vezes. Ficou visível que estava pensando no que me dizer.
Ansiosa aguardava a resposta dela. Comecei a soluçar, sabe, não é fácil ver o tempo passar cutucando uma ferida aberta...
Ela segurou meus braços enquanto emitia alguns barulhos, parecia que sua voz não queria sair. E com muita cautela para não partir mais ainda um coração recém-quebrado.  Disse-me:
- Querida, era tão óbvio que isso iria acontecer. Mas o amor, cega a gente... Se conforme meu anjo, príncipes não existem... Minha criança, tão jovem para sofrer uma desilusão.
Foi isso que me disse e tudo passou a fazer mais sentido.
Ainda dói, admito. Mas já não me incomodo se o Pedrinho resolveu dividir o seu último Bis na hora do recreio com a Aninha ao invés de mim.

G.C.Pezzatto – 15/09/11

"Aaaah o amor...Não existe uma idade certa para entendermos o amor. Porque no fundo não vamos entendê-lo."

setembro 15, 2011

Universo particular



Universo particular
Sem desejo, sem pretensão
Minha casa, seu lar
Ao reino da imaginação.

Sou o que quero ser
Sem ligar para o que dirão
Venha comigo se envolver
No desejo da criação.

Ser o centro do meu universo
Ter toda a minha atenção
E com o mais novo verso
Ser o dono da minha canção.

Universo particular
Lugar de fascinação
Ninguém pára de amar
A mais pura inspiração.

G.C.Pezzatto - 15/09/11

setembro 08, 2011

And I need you now somehow



O que dói,
É a lembrança de ti,
O meu pensamento me destrói.

A vontade de você,
É indescritível em mim,
Algo que não se vê.

Ao sonhar,
O sofrimento some,
E volta ao acordar.

A garganta dá um nó,
Quando seu nome vem a mente,
E não a nada que desfaça sem dó.

E o desejo é o pior de tudo,
Não tenho vontade de nada,
O mundo fica mudo.

G.C.Pezzatto - 05/09/11

setembro 06, 2011

Mundo nos ombros



Se sentir feio,
É tão normal hoje em dia.
Mas as pessoas torcem,
Para que você continue se sentindo assim,
O que não é bom para você.

Carregar o mundo em seus ombros,
Dói demais.
E te faz desistir,
Te destrói.

Não ligue para isso agora,
Você não precisa deles agora.
Abra seus olhos,
É só você que pode se sustentar.

Se sentir triste,
É tão normal.
As vezes faz bem,
Te ajuda a entender o que é bom na vida.

Mas não ligue para eles,
Sempre tentarão te deixar triste.
Sempre!
O que não é bom para você.

Não carregue o mundo em seus ombros,
Não puxe o que não pode aguentar.
Você não precisa deles,
Você não precisa entendê-los.
É só você que pode se sustentar agora.

G.C.Pezzatto - 05/09/11


"As vezes não é um desabafo, as vezes é só crise de existência"

setembro 01, 2011

Curta leitura do dia





"Amizade é uma coisa estranha mesmo"

Ele lia um livro deitado no tapete da sala, no sofá estava Júlia lendo um um pedaço de papel amaçado.
- O jeito que você escreve é estranho mas eu entendo, compreendo tudo que você diz. Engraçado não é?
- Vai ver é porque Deus resolveu unir e desunir a gente... Ou vai ver é só afinidade mesmo.
- É vai ver é isso...
Se olharam segurando a risada. O som do ambiente se modificou com as risadas baixas e tímidas porém divertidas dos dois amigos.
E quem vai parar para tentar entender a amizade ao invés de curti-la?

G.C.Pezzatto

Setembro



Se o mês me der tudo que necessito, deixo de criar falsas esperanças. Mas tudo bem se o mês criar algumas ilusões, porque a vida é tão breve e se passar sem emoção não valerá um centavo as lições mal aprendidas.
Só espero que me revele alguns segredos do destino, nem que seja aquele pequeno que quase não vale a pena saber.
Tudo bem, mês de setembro, traga felicidades aos aniversariantes. E por favor, só não traga sofrimento em excesso para os pedaços em cacos de corações "desesperançados".

G.C.Pezzatto

Inspirado em Caio F.  Abreu



agosto 31, 2011

Ilimitado






Oh! Crianças adormecidas em corpos empoeirados, 
Que um leve despertar passe sobre vocês como um doce suspiro,
Que fadigado desses dias trêmulos.
Ore por um bem maior e as leve passear.
E que os novos ares de suas mente férteis,
Limpem a poeira que encontra o seu corpo,
Que seu brilho volte eternamente.


Se acordar e não me ver ao seu lado, não se assuste eu sumo como fumaça. Não me prendo não me entrego. O tempo corre, eu corro ao contrario, essa é a minha aventura. Vou até onde as pessoas não possam bater freneticamente seus pés para mim. Esperando resultados de respostas de perguntas que nem são minhas duvidas.
Eu vou para um canto contrario, onde possa soltar bolhas de sabão e rir sem parar. Eu vou pegar vaga-lumes, borboletas e flores e depois irei soltá-los porque nasceram para serem iguais a mim L-I-V-R-E-S. Em questão das flores, as belas flores, contarei um bem-me-quer, porque a doce esperança de uma criança não trás sofrimentos.
E se você quiser se encontrar comigo, feche os olhos e me imagine com um vestido vermelho de bolinhas brancas e sapatinhos vermelhos. Normalmente fico na praia lendo um bom livro, porém se quiser podemos fazer um piquenique em um parque. Só não me prenda entre quatro paredes, porque será a mesma coisa de engaiolar um pássaro, meu canto passará a ser triste.
Não custa nada criar um pensamento, aproveite que ainda é de graça!
Se acordar e eu estiver ao seu lado, entenda que nunca faria isso. Mas se caso acontecer, é porque você cativou meu mundo e passou a ser parte dos meus pensamentos. E quem sabe quando fechar meus olhos você estará comigo, na praia ou soltando bolhas de sabão em um lugar qualquer.
Se acordar do seu lado, espero que corra comigo o mais rápido que conseguir, contra o tempo.

G.C.Pezzatto - 31/08/11 

agosto 30, 2011

O que fazer...





"Certas atitudes, as melhores muitas vezes não saem da mente de um adulto..."

Em vez de ficar a pensar em ti, levantarei da cama e vou olhar o céu. Porque hoje agi como adulta e esqueci de admirar a unica coisa que muitas vezes me faz feliz. Crianças sempre olham para o céu.
Porque é no céu que coisas boas estão e é no céu que guardo os meus melhores sentimentos. E lá você não esta, não passa nem perto.
Porque quando olho para céu, sorrio, por tudo ser lindo de verdade. E me entristece só de lembrar de você, de ver uma alma que quis se perder do meu céu.

G.C.Pezzatto

Garota dos olhos de ressaca



E quando você pensa que conhece alguém, o tempo chega e leva de ti. Deixando uma dúvida..."Quem sou, quem és?"

...E então, ela andava cabisbaixa, meio curvada. Talvez medo da multidão, talvez fosse tristeza ou dor. Ou quisesse passar despercebida.
E talvez tivesse grandes olhos de ressaca, vazios e opacos, tão perto e tão longe, perdidos em um mundo não presente, um lugar que dá para paralisar o tempo, rebobinar a cena, refazer, recriar. Olhos pequenos, grandes. Tanto faz! Segue a calçada rachada, cinza claro, cinza escuro...
Talvez não fosse nada disso, talvez fosse tudo. 
Algo a espera de se realizar, ou só uma ideia utópica, um sonho inopinado.
E ela passou por mim, tão pequena e sem graça. E me deixou uma dúvida crucial...
"Como seria seu rosto afinal? Delicado, fino? Pálido?...”.
E essa garota que talvez tivesse olhos de ressaca, afinal, não sabia de algo importante.

G.C.Pezzatto - 30/08/11

agosto 24, 2011

Fanfic Harry Potter





"De volta ao lugar que pertence"



17 anos depois...

O outono pareceu chegar de repente naquele ano. O vento gélido dançava com as folhas nos jardins. Na estação King’s Cross, carrinhos com grandes malas e gaiolas passavam por Harry e Teddy indo diretamente para a plataforma 9 ¾. Os dois companheiros seguiam o mesmo caminho silenciosos, porém com grande felicidade.
Harry indicou para que Teddy passasse primeiro, o jovem o fez e logo em seguida estava ao lado do Expresso de Hogwarts com seu padrinho logo atrás. Harry ajudou Teddy a colocar as malas no trem, logo que terminaram se virou para o afilhado.
- Nós nos encontramos lá, preciso passar na casa dos seus avós primeiro, dando a noticia de que você embarcou bem.
- A vovó se preocupa demais.
- E ela tem razão. Você quase não mandou noticias ano passado. Podia ter matado a sua avó por causa disso.
- Estava muito ocupado com as provas, além do mais sou monitor não é fácil achar um tempo livre sabe...
- Sei claro. Quando tinha a sua idade estava lutando contra comensais sem dizer que Voldemort estava na minha cola. Sei como é difícil. Harry disse ironicamente.
Teddy virou os olhos para o padrinho com desdém e deu uma risada.
- Tá bem! Entendi, vou escrever para não matar a velha do coração.
O primeiro apito soou, Harry abraçou o afilhado que tentava fugir do abraço.
- Para! Tá todo mundo olhando!
Harry o soltou rindo da vergonha do garoto. Teddy embarcou enquanto o segundo apito soava. E em um piscar de olhos o trem começou a partir.
Harry olhava e cada marcha que o trem dava seu coração apertava em uma mescla de perda e felicidade. Teddy era tudo que tinha agora.
- Harry!
Uma voz familiar o chamava animadamente, ele se virou e viu Hermione e o pequeno Hugo de mãos dadas, logo atrás vinha Rony. Ela o abraçou.
- Como você esta?
- Estou bem e vocês?
- Felizes! Exclamou Rony
Harry olhava para os dois que estavam com os olhos um pouco vermelhos e já adivinhou o por que.
- Foi difícil se despedir da Rosa não é?
- Ah! Harry como foi. Disse Hermione com a mão que segurava um lenço apertando-o contra no coração.
- Não se preocupem, tenho certeza que ela se dará bem. Afinal, ainda bem que ela puxou a inteligência da mãe.
- E qualquer coisa você estará lá para ficar de olho nela. Falou Rony
- Rony, ele não vai poder ficar olhando ela. Terá trabalho demais.
- Eu sei só quero dizer que...(Ele olhou para Harry sério) Por favor, não deixa nenhum aluno da sonserina chegar perto dela!
- Rony!
Harry ria.
- Eu fico de olho na Rosa.
- Valeu Harry.
Ele e os três Weasleys caminharam para fora da plataforma conversando. Na saída da estação se despediram. Harry foi até a cabine telefônica mais próxima. Olhou para os lados para ter certeza que ninguém o via e desaparatou.
Logo em seguida apareceu em frente a um casarão antigo em campo aberto, passou pelo portão e bateu na porta. Um senhor com cabelos louros desbotados e barrigudo atendeu.
- Harry! Chegou na hora certa, entre, entre Andrômeda esta fazendo chá.
- Obrigado, mas não posso demorar.
- Ah claro! Começa a lecionar em Hogwarts esse ano, não quer se atrasar para seu primeiro dia.
- Harry que esta aí? Por favor, entre Harry!
Uma voz feminina se aproximava. Sra. Tonks parou ao lado do marido gesticulando para Harry entrar.
Ele entrou relutante na casa, estava ansioso demais para fazer uma parada. Foi conduzido até a sala de estar onde a mesa estava posta com bule e xicaras, além de bolos e pães. Os três se sentaram.
- E o Teddy como embarcou? Sra. Tonks falava enquanto lhe servia um chá.
- Bem, ele esta bem.
- Se não fosse pelo meu estado de saúde... Adoraria ter acompanhado meu neto até a estação. Lamentava Ted.
Harry não sabia o que dizer, apenas sorriu forçadamente e tomou seu chá em grandes goles.
Sra. Tonks puxava conversa sobre a saúde do marido e de repente começou a falar do neto e da preocupação de o garoto não mandar noticias como havia feito no ano passado. Harry deixou de ouvi-la atentamente a 20 minutos, olhava seu relógio preocupado.
“Ainda dá tempo!”
Ted percebeu a agitação de Harry.
- Bem, não queremos tomar seu tempo. Creio que quer chegar cedo em Hogwarts.
- É, acho que é melhor eu ir. Só vim dar a noticia de que Teddy embarcou bem. Obrigado pelo chá Sra. Tonks.
Ted se levantou e acompanhou Harry até a porta, onde se despediram. Ele caminhou até o portão onde desaparatou.
Apareceu na frente do portão de Hogwarts, estava tão feliz de ter voltado que ria sozinho, logo a frente vinha Hagrid para abrir o portão. Harry entrou e antes mesmo de reagir foi agarrado pelos enormes braços de Hagrid.
- Harry! Quanto tempo! Estou tão feliz. Tenho certeza que será um excelente professor, aliás, será o melhor! Digo... Incrível mesmo.
Harry ainda preso nos braços do amigo mal conseguia respirar e falar.
- Oh! Desculpe. Hagrid disse soltando-o embaraçado. – Me empolguei Harry, é que é bom revê-lo!
Harry se recompunha enquanto arrumava suas vestes.
- É bom revê-lo também Hagrid.
Ele olhou o castelo iluminado estava mais bonito do que antes. Uma onda de satisfação e felicidade o atingia. Estava de volta para o seu lar.
Os dois caminhavam em rumo ao castelo.
- Quem diria! Harry Potter professor de Hogwarts! Eu não teria acreditado se não fosse você mesmo a me contar.
- Pois é, é difícil de acreditar. Nunca pensei em lecionar, estava feliz como auror, mas senti que já havia feito de tudo.
- Estava tendo muito sucesso! Creio que nada mais o surpreende então.
- É acho que não.
Chegando a entrada do castelo estava a diretora McGonagall, Neville Longbottom (agora professor de herbologia), professora Trawley, professores Flitwick e Slughorn. Esperavam os dois.
- Seja bem-vindo professor Potter. A diretora McGonagall dizia com um sorriso orgulhoso, a mão estendida para apertar a de Harry.
- Muito obrigado profe... Quer dizer...Diretora McGonagall.
- Hagrid, fui avisada que o expresso esta chegando à estação é melhor se apressar.
- Já estou indo diretora.
- Até mais Harry.
- Até Hagrid.
Hagrid seguiu seu caminho. Harry cumprimentou um a um, até os demais professores que logo chegavam.
- vamos para o salão esperar os alunos. Disse a diretora.
Neville segurou no ombro de Harry, não conseguia esconder a felicidade de reencontrar o amigo.
- Fico feliz Harry que resolveu lecionar. Tenho certeza que os alunos irão te adorar. Ter aulas com o próprio Harry Potter, isso me lembra da Armada de Dumbledore.
Os amigos seguiam para o salão relembrando os momentos que passaram na escola.
Harry se sentia mais a vontade do que nunca. Como se nunca tivesse partido. Apesar de ser estranho sentar-se a mesa dos professores e olhar o grande salão enfeitado com as velas sob um maravilhoso céu estrelado. Olhava as mesas das quatro casas, estava emocionado.
Passaram um tempo conversando.
- Bem, nos vemos daqui a pouco, sou eu que recepciono os alunos agora. Disse Neville todo orgulhoso  seguindo para o hall do castelo.
A porta do salão se abriu os alunos veteranos entravam e se se sentavam à mesa de sua casa. Na multidão ele procurava Teddy, o encontrou no meio de outros garotos tão altos quanto ele, seus cabelos de castanho passaram a pretos, estavam empolgados e não paravam de falar. Harry sabia muito bem o que era isso.
Esperavam todos os alunos se sentarem, eles olhavam curiosos para a mesa dos professores mais precisamente para Harry, pois era o único rosto novo,  ele sentia seu rosto corar, estava nervoso e tremia um pouco.
A diretora McGonagall pediu silencio e todos os alunos obedeceram de primeira, ela parecia mais severa do que quando professora. Harry logo lembrou que sempre achou que com a professora McGonagall não se podia brincar.
- Primeiramente quero dar as boas-vindas a vocês. E que estamos tão ansiosos quanto vocês para começar o ano letivo. Agora professor Longbottom trará os novos alunos para a seleção das casas. Os demais avisos serão dados depois.
Poucos minutos e a porta se abriu com Neville a frente dos calouros que olhavam boquiabertos para o salão. O chapéu seletor foi colocado a frente em cima de um banquinho por Flich. O Chapéu cantou uma de suas canções antes da seleção.
- Quando chamar seus nomes sentarão no banco e colocarei o chapéu que irá dizer em qual casa vocês irão. Disse Neville com um pergaminho à mão.
Foi chamando um a um, todos faziam a mesma cara de assustados. “Ana Molly Flechter”, “Daniel Guyton”, “Linda Netter”, “Filipe Constanzo”. E o chapéu falava “Corvinal!”, “Sonserina!”, “Lufa-Lufa!”...
Até que por fim chegou Rosa Weasley com seus cabelos ruivos brilhantes e olhos ansiosos. Harry não pode deixar de sorrir. Era difícil de crer que via a filha de seus melhores amigos ser selecionada. o chapéu falou "Grifinória!". Harry batia palmas freneticamente.
Depois de todos serem selecionados, a diretora se levantou para falar.
- Queremos dar as boas-vindas aos novos alunos, que Hogwarts se torne um lar para vocês, como é para muitos e foi para tantos outros. Esse ano terá um novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, professor Harry Potter... Ela olhava para ele e aplaudia com grande orgulho.
Harry nervoso demais sorriu sem saber como e acenou rapidamente (ainda não gostava de ser o centro das atenções) ao imenso mar de aplausos e falatório dos alunos.
- Agora desfrutem desse banquete, tanto quanto possam, e espero que se lembrem da primeira noite em Hogwarts a sua passagem para um novo mundo. Um mundo de magia, e espero que pensem bem antes de escolher seu caminho. Aproveitem!
Todos aplaudiam as palavras da diretora enquanto atacavam o banquete com muita fome.
A mesa dos professores era tão deliciosa quanto às das outras mesas, além de ter cerveja amanteigada, o que não tinha na mesa das casas. Harry se servia de um peru recheado e batatas sortidas, enquanto conversava com Neville.
- Então, sou o professor da casa agora. Dizia Neville se apossando de um gole de suco de abobora
-  Parabéns Neville!
Harry achava demais o amigo agora ser o professor responsável pela grifinória. Desejava um pouco aquele cargo.
- Professor Flitwick continua com a Corvinal, Slughorn com a sonserina. Septima Vector agora é responsável pela Lufa-Lufa.
- Não acredito que Septima e Slughorn não tenham se aposentado.
- Slughorn disse que depois daquela batalha sua vida mudou e não quer mais parar de lecionar e Septima... Bem... Acho que só vai parar quando morrer e olha lá, ainda é capaz de lecionar morta. Neville falava levando uma garfada cheia de carne com pimentões a boca. – O nosso time de quadribol não anda tão bem. Perdemos  dois anos seguidos para a corvinal, dá para acreditar? A única coisa que me consolou é que faz muito tempo que sonserina não ganha.
Era visível que Neville ainda tinha sentimentos pelas casas. Mas tinha uma reputação tão grande de ótimo professor que escondia bem. Era só para o amigo recém-chegado que mostrava seus sentimentos.
Harry imaginava o time de quadribol e de como era uma pena não estarem ganhando.
O banquete terminou, os monitores das casas levavam os calouros, os demais se mesclavam com as outras casas e conversavam ainda empolgados. Harry viu Teddy guiar os calouros para o salão comunal da grifinória. O garoto deu uma olhada rápida pra o padrinho e acenou partindo. Harry acenou de volta. Ele reparou também que os alunos da sonserina não se misturavam muito.
“É, tem coisas que não mudam”.
- Boa noite Harry. Amanhã será um dia cheio.
- Boa noite Neville.
Ele seguiu seu caminho para a torre onde fica a sua sala. Havia a arrumado uma semana antes. Em um canto tinha um baú trancado, lá dentro tinha um bicho-papão que caçou em um vilarejo perto de Hogsmeade em tempos atrás.
Subiu para seu aposento que havia arrumado a seu gosto, quadros de amigo espalhados pelas paredes, era um aposento até que luxuoso. Parou em frente a janela que dava para o lago, e o olhou brilhava pelos reflexos da lua e das estrelas, era uma noite bonita e memorável.
Voltou para o lugar que pertence.

G.C.Pezzatto - 24/08/11


agosto 23, 2011

Humanidade para humanidade

(Tempo de humanizar)






O tempo que passa
Desperdiçamos sendo mascarados
A arrogância ultrapassa
A humanidade dos desesperados.

Falta pouco tempo
Para terminarmos de nos perder
Alguns fazem de um passatempo
Fazendo barreiras para não sofrer.

Sem razão e sensibilidade
A individualidade fala mais alto
Pouca luz resta para a humanidade
Porque o egoísmo não pretende descer do salto.

G.C.Pezzatto - 18/08/11

agosto 22, 2011

Monstros



Atormentada, a minha doce mente atormentada.
A minha mente atormentada, sempre atormentada. Por monstros imaginários que não vivem embaixo da minha cama, mas dentro de mim. Procura outros monstros que no fim pioram o meu tormento, e aumentam os monstros que me dão medo.
Tanto medo.
Por não saber o que é amar, ou não querer amar.

G.C.Pezzatto

agosto 21, 2011

O menino e sua estrela




Ele olhou pela janela, a brisa suave passava entre seu negro cabelo. Fitava a estrela que mais brilhava. As outras pareciam um gigantesco pisca-pisca, de tanto aparecer e desaparecer. O frio não o incomodava. Não permitiria que algo assim atrapalhasse a sua observação.
Ela o encantava tanto e nem sabia o porquê, não era diferente das outras estrelas, até podia ser a  que não brilhava tanto mas para ele era única. Podia passar o tempo que fosse, porque mais e mais admirava a estrela.
Lentamente o sono foi chegando, de mansinho seus olhos iam piscando cada vez mais lentos e longos. Até que por fim o sono venceu. Dormiu ali mesmo na janela.
Acordou com o brilho e com o calor do sol. Não podia acreditar passará a noite ali. O que mais incomodou foi se lembrar da estrela. Decidiu observá-la novamente.
E lá estava a sua estrela era como se realmente fosse dele, só ele enxergava a sua beleza, seu brilho. O sono chegava, lutou como pode contra ele, a sua cabeça ia pesando, sua visão já não estava tão boa, e lentamente foi encostando-se a janela olhando a estrela, foi fechando seus olhos...

No dia seguinte decidiu que iria observá-la todas as noites. Passaram duas semanas observando o céu estrelado, ele nunca esteve tão belo como nessas duas semanas. A sua estrela não estava ali. E mais uma semana se passou, observando o céu a procura de sua estrela e nada dela aparecer. Entristecido não olhou mais para o céu.
Nunca iria se esquecer da estrela.

Anos e anos se passaram, e o garoto se tornará homem de sucesso, seu trabalho tomava a maior parte de seu tempo.
Certa vez voltando do trabalho tarde da noite, como de costume, passando por uma estrada deserta, avistou uma senhora, usava um vestido cor de rosa e um xale branco, seus cabelos eram curtos, enrolados e brancos, brilhavam estranhamente. A senhora vendo a luz do farol do carro fez sinal, pedindo por carona. Ele parou para ela. Cumprimentaram-se;
- Boa noite meu rapaz, poderia dar uma carona a essa velha senhora?
- Claro que sim, é perigosa essa estrada à noite ainda mais sozinha.
A senhora sorriu e entrou no carro. Os dois ficaram em silencio por um tempo. A té que a estrada começou a ficar mais iluminada.
- Olha que maravilha essa noite! . Exclamou a senhora.
- É esta bem iluminada.
- Você já parou para observá-la?
- Não, não observo muito.
- Por quê?
- É sempre igual, tem dias que tem mais estrelas e outros não, mas é sempre a mesma coisa.
A senhora ficou em silencio.
- Onde a senhora mora?
- Na fazenda no final da pista.
Chegando à fazenda.
- Você não quer descer?
- Não obrigado, preciso ir.
- Está bem obrigada pela carona.
- Não a de que.
Por um instante a senhora deu as costas ao carro, olhou para o céu e virou para ele.
- Cada pessoa tem um destino, seus próprios sonhos, e cada uma tem sua própria estrela no céu, é onde você reencontra a sua paz interior, esperança e fé. Sua estrela guia. Não deixe de olhar para o céu a procura de sua estrela meu rapaz, porque no momento em que você acha as noites iguais, você deixa de reencontrar a si mesmo no seu destino. Você não procura por esperança e fé.
Termina do de falar a senhora deu um sorriso e partiu para a fazenda.
Ele paralisou, ficou chocado com o que acabou de ouvir. De repente, por uma fração de segundos lembrou-se daquela noite parado na janela, olhando a mais bela estrela, e de  como seu dia foi bom, pois a noite iria volta a vê-la.
Lembrando-se disso, voltou a dirigir queria chegar logo em casa, as palavras ditas, a sensação e nostalgia faziam seu coração acelerar. Por fim chegou sã e salvo, não conseguia dormir, foi até a janela, um pouco assustado com o fato, mas criou coragem.
Olhou para o céu, estava maravilhoso, brilhava tanto que iluminava a rua inteira. Tremia de medo, de algo que nem sabia o por que. Procurou pelo céu a sua estrela não esperava que fosse encontra-la, pois havia tantas outras que brilhavam mais. Seus olhos correram para um ponto quase apagado no céu. Ele apertou os olhos e de repente aquele pontinho começou a brilhara mais e mais até que se tornou esplendido!
Sentia-se feliz, ela estava ali, depois de anos sem procurá-la, estava ali brilhando para ele.

Depois dessa noite, ele nunca mais deixou de vê-la, não dormia na janela para não deixar de observá-la, mas todas as noites bastava procura-la no céu e só olhá-la um pouquinho, só para se lembrar de que ela sempre estará ali.

Sempre teremos a nossa estrela no céu, a momentos em que nos desviamos do nosso caminho e ela se perde, mas nunca apagará. E sempre teremos alguém que nos faça lembrar-se dela.
Ela nunca te deixará, você poderá reencontrar a sua paz, esperança e fé nelas.

E você já encontrou a sua estrela hoje?

G.C.Pezzatto – 15/06/09

agosto 19, 2011

Estrada amarela



Alegrar ao ver o sol nascer
O céu azul a tranquilizar
Esquecendo o que faz sofrer
E mais um dia caminhar.

Seguindo a trilha ensolarada
Com a mente aberta
Filosofando a estrada amarelada
A saudade que aperta.

Novos sonhos buscar
E lições a aprender
Sem desistir da vida a trilhar
Surpresas que irão acontecer.

Hoje sofro por bem
Amanhã talvez aprenda
O conhecimento que vem
Com paciência entenda.

Dorothy demorou
Para entender e crescer
Pelos tijolos amarelos passou
E começou a amadurecer.

Paciência é louvável
Nos dias de hoje é virtude
Com o tempo aprenda o que é amável
E qual é a certa atitude.

G.C.Pezzatto - 17/08/11

agosto 18, 2011

Pedaços presos em laços



Corria.
Ela corria com o coração na mão, corria o mais rápido que suas pernas curtas conseguiam, corria como se o tempo já tivesse ficado para trás.
E em sua mente passava os momentos raros de felicidade que sentiu ao seu lado, passava e repassava, marcando o compasso, como música Bossa Nova, como as idas e vindas das ondas, como se sua existência não passasse disso. Um pequeno pedaço dela preso apenas por um laço invisível nele, e ela necessitava manter esse laço, não permitir que ele desprendesse...

- Isso é ridículo, é puro egoísmo, Arthur.
- E se for? É o que eu acredito.
- É loucura.
- Não, é a minha opinião.
- Se isso é verdade, então não passamos de seres egoístas que não querem a companhia do outro, mas só o “pedaço” como você disse, de nós próprios, preso no outro, é isso?
- É sim Nanda. Quando sentimos algo especial por alguém, é porque no fundo essa pessoa tem um pedaço nosso preso a ela, enlaçado. E então, sentimos a falta  que esse pedaço faz, ele nos completa, meio torto meio certo.
- E quando eles terminam como fica esse seu pedaço?
- Ele volta pra você.

Ele sentia o vento passar acariciando a sua triste face, e seus olhos não viam mais o mundo. Estavam voltados para dentro de seu mundo. A pulsação que sentia era uma força contraria a das lágrimas que segurava para não aparecer.

- Você não me completa. Por que já sou completa, faço as coisas pela a minha felicidade, você é apenas um anexo. Algo que se eu não tivesse faria falta, mas não seria necessário.
- Você me tem.
- Não, eu não te tenho.
- Você me tem sim. Por que eu quero ser seu, posso ser apenas um anexo, mas sou o anexo que você tem.
- Então não quero mais que você seja o anexo. Já não aguento mais você vivendo fora da realidade, essas suas histórias de louco, papinho de filosofia chula.

Tudo que acreditava ficava para trás, conforme corria na direção oposta de suas crenças. Toda a arrogância e a falta de imaginação partiam, uma pequena pontada em seu estômago crescia, talvez fosse humildade.
Se fosse história de louco, ou um breve romance anexado em sua vida, não iria terminar assim.
Entrou pelo portão do quintal que estava aberto, e lá estava seu anexo, o que ainda talvez fosse seu. Sentado em um banco já enferrujado embaixo da árvore que nem sombra fazia mais.
Seu olhar saiu do seu mundo, se voltou por um momento para a realidade.

- Você soltou? Desprendeu o laço Arthur?
- Não, não posso fazer isso. Por que acho que ficou tempo demais dentro de mim. O seu pedaço virou o meu pedaço.
- Que bom. Por que pra mim você não é mais um anexo, você é a imaginação que eu não tinha.
- Agora você tem?
- Agora eu te tenho.

Ela se sentou ao seu lado, segurou a mão que lhe pertencia, se fundiram, passaram a ser apenas um dividido em dois recipientes.
Ou talvez dois anexos de uma vida só.

G.C.Pezzatto -18/08/11